O próprio nome pratyeka significa “para si mesmo apenas”. O pratyeka buddha é um buddha, alguém que se tornou uno com o deus interior, mais ou menos, porque há pratyeka buddhas de diferentes graus — mas notem bem que eles não são buddhas de compaixão.
Eles são homens grandes e nobres, altamente evoluídos, espirituais, cuja força inteira está concentrada em obter a “salvação”, mas apenas para si mesmos.
Eles não fazem mal algum, não poderiam ser budas se o fizessem, mas são solitários; toda a força do seu ser está concentrada na evolução para si mesmos, para alcançar o nirvana para si mesmos.
Ao passo que os budas de compaixão abandonam, renunciam, abdicam do ganho do eu a fim de ajudar a humanidade — mais do que isso, a fim de ajudar o mundo, todas as coisas, grandes e pequenas.
Para fazer isso, para realizar sua obra sublime mais facilmente, eles fundam escolas, instituem sociedades, ordens, entre os homens, como o nosso próprio movimento teosófico.
Em outras palavras, são seres humanos que avançaram tão longe ao longo do caminho evolutivo que são como homens-deuses, pelo menos nos graus mais elevados deles; ao passo que os budas de compaixão permanecem no mundo, ensinam, ajudam, guardam a humanidade, salvam, na medida em que podem, e fundam escolas, instituem ordens sagradas como a nossa em diferentes épocas da história, e vivem no mundo para o mundo, não para si mesmos.
Mas ambas as classes são budas.
Ao passo que os budas de compaixão abandonam, renunciam, abdicam do ganho do eu a fim de ajudar a humanidade — mais do que isso, a fim de ajudar o mundo, todas as coisas, grandes e pequenas. Mas ambas as classes são budas.
— Diálogos — G. de Purucker
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