📚 Escritos Compilados de Helena Petrovna Blavatsky
Notas Diversas
Volume: 3/15 | Páginas originais: 299-301
Fonte: Blavatsky, H.P. Collected Writings, Volume III, Theosophical Publishing House
[Comentando sobre uma declaração no artigo intitulado “Conselho de um Swami”, no sentido de que certos estágios elevados de meditação colocam o homem face a face com “o Todo-Poderoso, o Universal, o Onisciente e o Todo-Glorioso Deus”, H.P.B. diz:]
Quem, sempre que visto, demonstrará ser o próprio princÃpio deÃfico do homem, seu próprio e luminoso Atman, na melhor das hipóteses, e não Deus ou IÅ›wara, que — como bem demonstrado por Kapila — se Impessoal e Infinito não pode ser visto, e se Pessoal, portanto finito, não é o espÃrito “universal”.
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[Em conexão com várias manifestações religiosas fanáticas no Sunday Mirror do Brahmo-Samâja:]
Para concluir, tendo declarado em outro editorial chamado “Dogma e Vida” que os “TeÃstas” — só que de modo algum “MonoteÃstas”, por favor — “da Nova Dispensação acreditam na doutrina da Trindade — eles aceitam o Pai, o Filho e o EspÃrito Santo” — sem nos informar desta vez o que acontece com nossa amiga “Durga”, e se é ela “o espÃrito santo” — o Mirror propõe uma doutrina que, por sua novidade, supera até mesmo o “mistério feminino” e a “fecundação artificial” de Auguste Comte. Felizmente para si mesmo, o piedoso órgão confessa que aquele mistério particular relacionado a Deus e Cristo atuando sobre os Babus não é — “tanta história, tanta biografia, tanta metafÃsica, ou tanta teologia” — definição com a qual concordamos plenamente. Uma vez colhidas as flores retóricas que encobrem um tanto densamente as raÃzes da sabedoria ocultas na profundidade insondável do editorial — o leitor as descobre como pertencentes à pura fisiologia. Cristo é visto — “como uma bola de fogo carregando o céu e a salvação para dentro do coração do pecador” e — estômago. “Quando ele (Cristo) entra na vida de um Brahmo” explica o Sunday Mirror — “ele entra como um princÃpio vivo, uma ideia ardente, um fogo consumidor que transforma toda a vida e cria tudo de novo. Ele é engolido, ele é digerido e ele é convertido em sangue vital…” (!!), etc., etc., etc… Pare, oh Sunday Mirror, pare! Isto é pura Antropofagia e ameaça transgredir os limites até mesmo da metáfora oriental. Que diferença, então, fariam os Brahmos da N.D. entre o “Cordeiro” de Deus e uma costeleta de cordeiro?
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[Em conexão com várias atividades fanáticas por parte do Exército da Salvação:]
E a isso podemos acrescentar nossa própria oração: “Oh Senhor, quão fácil seria para Vós ‘esmagar’ o diabo de uma vez, sem qualquer ‘Salão’ ou ‘Exército’, e assim extirpar o mal e a miséria para sempre deste mundo de sofrimento! Oh Senhor, é porque, supostamente Onisciente, e Onipotente e JUSTO (!!), jamais Vos recusastes, no entanto, a fazê-lo, ou mesmo a dar-nos um sinal de Vossa existência, e estais agora permitindo, em vez disso, que todo um ‘Exército’ de fanáticos zelotes — que deveriam estar em casa remendando seus sapatos e meias, e limpando o nariz de seus filhos — vagueiem por aà — um exército de lunáticos caricaturando sua religião — que tantas pessoas boas rejeitem o diabo e até duvidem de Vosso próprio Ser. De quem é a culpa, oh Senhor? Não nossa, isso é evidente, mas sim dos cérebros que fornecestes à s nossas cabeças e da RAZÃO com que dotastes o homem.”