📚 Escritos Compilados de Helena Petrovna Blavatsky
OS TEÓSOFOS
Volume: 3/15 | Páginas originais: 396-397
Fonte: Blavatsky, H.P. Collected Writings, Volume 3, Theosophical Publishing House
Ao Editor.
Nº 10.613, Calcutá, 16 de dezembro de 1881.
Senhor,—No Statesman de terça-feira, dia 6 do corrente mês, aparece um artigo fazendo referência, entre outros assuntos, a Madame Blavatsky e ao Coronel Olcott, os Fundadores da Sociedade Teosófica. No curso desse artigo, afirma-se:—
“Agora se afirma não só que os recursos de ambos (Madame Blavatsky e o Coronel Olcott) estão esgotados, mas que estão amplamente endividados, em razão, alega-se, das despesas da Sociedade. Não é difícil para qualquer pessoa chegar à conclusão de que seria altamente desejável e conveniente que os Fundadores da Sociedade Teosófica tivessem essas dívidas quitadas. Este é um instinto simples e não censurável. A questão que resta, diz respeito aos meios pelos quais essa consumação deve ser efetivada.”
O restante do artigo, que não necessitamos citar extensamente, é uma insinuação elaborada de que Madame Blavatsky está se esforçando para obter de um cavalheiro mencionado, por meio de representações espúrias, o pagamento de suas dívidas.
Ora, a alegação de que Madame Blavatsky está endividada é, somos instruídos, absolutamente falsa desde o início; nem a Sociedade que ela ajudou a fundar está endividada, a menos que, na verdade, seja para com ela mesma.
As contas da Sociedade, publicadas em The Theosophist em maio passado, mostram que as despesas incorridas em nome da Sociedade até aquela data haviam excedido as receitas (consistentes em “taxas de iniciação” de Rs. 3.900 e algumas doações) pela soma de Rs. 19.846, mas esse déficit foi suprido dos recursos privados de Madame Blavatsky e do Coronel Olcott.
Podemos ainda explicar que Madame Blavatsky é uma senhora russa de alta posição por nascimento (embora desde então naturalizada nos Estados Unidos), e nunca esteve na condição desprovida de recursos que seu artigo insultuosamente lhe atribui — quaisquer que sejam os equívocos que possam ter surgido da publicação imprópria de uma carta privada do Coronel Olcott a um amigo na América, as exagerações descuidadas da qual, destinadas meramente a um correspondente familiarizado com o real estado dos assuntos a que se referiam, deram-lhe motivo para algumas observações ofensivas.
Portanto, devidamente instruídos em nome de Madame Blavatsky e do Coronel Olcott, agora exigimos de você que publique esta carta, juntamente com uma desculpa pela calúnia escandalosa na qual você foi induzido a dar publicidade.
Exigimos também que, em ulterior refutação destas e em resposta geral à linguagem insultuosa de seu artigo, você publique as explicações anexas extraídas do Pioneer do dia 10 do corrente mês.
No caso de sua falha em atender imediatamente ao nosso pedido, ou de fornecer o nome do autor do artigo em questão, somos instruídos a processá-lo no Alto Tribunal para recuperação de danos pela ataque difamatório do qual nossos clientes se queixam.—
Respeitosamente seus,
SANDERSON & CO.
Esta carta foi publicada pelo editor do Statesman em sua edição de 17 de dezembro, juntamente com um artigo que, em uma carta privada aos Senhores Sanderson e Co., ele se refere como sua “desculpa”. Esta chamada desculpa, em meio a uma boa quantidade de comentário aparentemente destinado a soar tão ofensivo quanto possível, compatível com a segurança do escritor no que diz respeito a penalidades legais, diz:
“… A afirmação de que os Fundadores da Sociedade Teosófica estavam endividados já foi por nós contradita, com base no Pioneer, em nossa edição de segunda-feira passada, dia 12 do corrente mês. Assim que soubemos, pelo Pioneer, que o déficit nas contas da Sociedade havia sido quitado por Madame Blavatsky e pelo Coronel Olcott com recursos privados, aproveitamos a primeira oportunidade para dar publicidade ao fato…”
