📚 Escritos Compilados de Helena Petrovna Blavatsky
COMENTÁRIO SOBRE
Volume: 4/15 | Páginas originais: 97-99
Fonte: Blavatsky, H.P. Collected Writings, Volume 4, Theosophical Publishing House
COMENTÁRIO SOBRE “MAIS ANEDOTAS DE HASSAN KHAN JINNI”
The Theosophist, Vol. III, Nº 8, maio de 1882, p. 199
São apresentados vários relatos das façanhas fenomênicas do notável feiticeiro maometano, Hassan Khan, apelidado de “Jinni” por seu suposto poder sobre alguns dos Espíritos Elementais, que recebem esse nome entre os maometanos. Esses testemunhos foram coletados pelo Coronel Olcott durante uma visita a Lucknow. As histórias narram vários fenômenos produzidos por Hassan Khan, como a queda de tijolos e chuvas de areia. A isso H.P.B. comenta:
Este detalhe altamente interessante deve recordar ao leitor o artigo sobre “Chuvas de Pedras” que apareceu no The Theosophist de agosto de 1881. Naquela ocasião, protestamos contra a teoria dos espiritualistas de que esta classe de fenômenos se deve à ação de espíritos humanos desencarnados, e sugerimos que eles provavam a existência de elementais da natureza travessos. Os Jinnat ou Jinn da demonologia oriental são desta classe, como o leitor das Mil e Uma Noites recordará. Eles podem ser submetidos àquele que aprendeu o segredo de sua subjugação por meios ocultos. Apenas aqueles que acreditariam que os consideramos como seres de qualquer tipo — muito menos seres inteligentes — estarão muito enganados.
1882
NOTA DE RODAPÉ A “TEOSOFIA DURANTE A PRIMEIRA FASE DA FILOSOFIA MODERNA”
The Theosophist, Vol. III, Nº 8, maio de 1882, p. 203
Falando da natureza trina do homem, o escritor explica a relação entre espírito, alma e corpo, e diz que “o homem também tem a trindade dentro de si”. A isso H.P.B. comenta que:
O bastão de bambu de sete nós do Yogi também é uma “trindade”, pois, como tudo o mais, tem dois polos ou extremidades e uma parte central, contudo o bastão é uma unidade; assim é a matéria, quer chamemos sua extremidade superior subjetiva de espírito ou sua extremidade inferior — espírito cristalizado.
1882
PSYCHÊ
The Theosophist, Vol. III, Nº 8, maio de 1882, p. 211
Nosso velho amigo, The Spiritualist, morreu de inanição, mas ressuscitou sob o pseudônimo helênico de Psychê. Em suma, pode-se dizer que, do cadáver inanimado do primeiro amor do Sr. Harrison, surgiu uma nova alma para cortejar o público inconstante de volta à sua fidelidade. O Spiritualist, no conjunto, nos tratou duramente, com demasiada frequência descarregando o porrete sobre nossa cabeça editorial. Queríamos agradá-lo, mas não podíamos; e, justamente quando as coisas pareciam estar no pior, nosso censor morreu a morte jornalística, e cortou para sempre nossa chance de um bom lugar em seus registros. Podemos agora recomeçar e, advertidos pela experiência, devemos nos comportar de modo a conquistar a amizade, se não a aliança, de Psychê. O novo periódico é belamente impresso em bom papel e, com suas linhas de coluna e iniciais em vermelhão, faz uma aparência alegre, para não dizer vistosa, para um órgão de ciência transcendental. O conteúdo do primeiro número é interessante, um artigo sobre os Experimentos Esfigmográficos (medição de pulso) do Dr. Purdon com “médiuns espirituais” nos conduzindo decididamente na direção certa. A mediunidade, na verdade, carece de nada tanto quanto de investigação científica minuciosa; pois, até que as condições patológicas e psíquicas do médium sejam perfeitamente conhecidas, os espiritualistas não estarão em condições de saber o que pode ou não ser atribuído à ação intracorpórea, nos fenômenos da sala de sessões. Psychê começa com nossos bons votos por sua prosperidade.
1882
