Deixando de lado esse tipo de preparação, vejamos que mais podemos fazer para tornar mais rica e mais plena aquela vida no outro lado da morte.
É uma vida de progresso. Começamos onde deixamos este mundo, mas subimos cada vez mais, por longas eras de paz e alegria.
E progredimos por aquilo que levamos conosco como ponto de partida; pois não se podem criar ali novos pontos de partida. Pode-se dar continuidade a tudo o que se começou aqui, mas a iniciação completa de uma nova linha de atividade mental e emocional não é possível no outro lado da morte.
Teremos como material para o nosso progresso tudo aquilo que pensamos neste lado; e se queremos garantir, no outro lado da morte, séculos de progresso feliz e pacífico, agora é o tempo de criar o material que tornará esse progresso inevitável.
Cada grande aspiração que por um momento iluminou o vosso coração, cada desejo de serviço humano, cada voto gentil de ajudar um semelhante, cada esperança, cada luta e cada esforço que fizestes pelo bem da humanidade, voltam para vós ali como o material com o qual o vosso progresso será modelado.
Pois cada sentimento que tivestes durante a vossa vida terrena voltará para vós na vida nos lugares celestiais; e não o tecereis em vã esperança, como talvez tenhais pensado, mas em capacidade de realizar; quando chegar o vosso tempo de renascer no mundo, voltareis com o coração e o cérebro cheios de planos para o bem-estar humano que sereis capazes de executar, cada esperança transformada em poder, e cada pulso de simpatia em faculdade de auxiliar.
Nenhum pulsar de dor será perdido; encontrá-lo-eis no tesouro do céu para transformá-lo em poder — poder de conceber e de abençoar. Isso é parte das boas-novas que trazemos do outro lado — e quão boas elas são, só o sabem aqueles cujos corações quase se partiram diante da miséria do mundo.
Nenhum pulsar de dor será perdido; encontrá-lo-eis no tesouro do céu para transformá-lo em poder — poder de conceber e de abençoar.
— Quando o Homem Morre, Viverá Novamente? — Annie Besant
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