322. Não há pior perigo para um jñani (aspirante ao Supremo Conhecimento) que o descuido de sua própria natureza.
Disso vem a ilusão, o egoísmo, a escravidão e o sofrimento.
323. Quando um homem, ainda que seja muito instruído, cobiça os objetos sensórios, o esquecimento o atormenta pelas más inclinações de bud-dhi como uma mulher leviana a seu amante.
324. Como os musgos que mesmos retirados, não permanecem assim nem por um instante e de novo voltam a cobrir a água, assim maya (a ignorância primária) cobre de novo a um sábio se deixa a prática da meditação sobre o Atman.
325. Se a mente se afasta mesmo que por um só momento do ideal (Brahman) e se exterioriza, vai mais e mais para baixo, como uma bola que por descuido se deixa cair do alto da escada, desce saltando.
326. A mente aderida aos objetos dos sentidos rumina suas qualidades e quando amadurece tal pensamento, nasce o desejo e em seguida o homem se dedica a lograr a realização dos desejos.
327. Por isso, para aquele conhecedor de Brahman que pratica o discernimento, não há pior morte que o descuido da concentração.
O homem concentrado logra o êxito completo.
Assim que, trate com cuidado de concentrar a mente sobre Brahman.
328. Pelo descuido o homem se desvia de sua verdadeira natureza e aquele que se desvia cai.
Invariavelmente o homem assim caído se arruína e rara vez se vê levantar-se de novo.
Como os musgos que mesmos retirados, não permanecem assim nem por um instante e de novo voltam a cobrir a água, assim maya (a ignorância primária) cobre de novo a um sábio se deixa a prática da meditação sobre o Atman.
— Vivekachudamani — Śaṅkara
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