📚 Escritos Compilados de Helena Petrovna Blavatsky
ANIMALCULOS CANTANTES
Volume: 4/15 | Páginas originais: 148
Fonte: Blavatsky, H.P. Collected Writings, Volume 4, Theosophical Publishing House
ANIMALCULOS CANTANTES
O Teosofista, Vol. III, No. 10, julho de 1882, p. 262
O editor do Religio-Philosophical Journal tem intuições microscópicas, ao que parece. Em um número recente ele diz: “Há animalículos, não temos dúvida, que têm uma voz tão doce e melodiosa quanto os pássaros canoros da manhã, quando saúdam o despontar do dia com suas aclamações estridentes.” Este é o voo mais longínquo da fantasia de que temos memória. Ouvimos falar de camundongos cantores, e ainda outro dia a ciência descobriu, pela pessoa de um de seus eruditos zoólogos alemães, que o lagarto, até então tido como sem voz, era também um candidato à ópera, contanto que aquele “inseto” bonito consentisse em abrir um pouco mais sua laringe. Mas imagine um concerto de animalículos em uma gota de tinta editorial! Podemos agora bem imaginar por que alguns de nossos contemporâneos escrevem tão docemente sobre nós. Quando o editor do Religio-Philosophical Journal nos chamou de nomes tão azedos — como tantas vezes se permitiu, e como fez ainda outro dia em seu jornal — a orquestra animalcular deve ter estado tocando dissonâncias. Talvez o maestro tivesse ido a um glóbulo adjacente ouvir alguma nova soprano zoófita, e os doces cantores não tivessem ninguém para guiá-los?
