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A Alma da Sociedade Teosófica

O Coronel Olcott, contudo, não via utilidade particular em trazer as ideias ocultas para o primeiro plano, e especialmente a ideia do discipulado, pois pressentia perigo para a Sociedade nas relações privadas que H. P. B. pudesse ter com os membros, como mestra para discípulo.

Por outro lado, H. P. B. via claramente que, sem um núcleo definido de chelas comprometidos a cumprir as ordens dos Mestres, a Sociedade se tornaria meramente mais uma organização filantrópica.

Essa divergência de objetivos tornou-se mais acentuada após o ataque de Coulomb em 1884. O Coronel Olcott quase fez questão de ignorar a base oculta da Sociedade; a tal ponto que, por volta de 1888, o Mestre K. H. disse a H. P. B. que “a Sociedade se libertou de nosso alcance e influência, e nós a deixamos ir — não fazemos escravos relutantes.”

Ele diz que a salvou? Salvou o seu corpo, mas, por medo, deixou escapar a sua alma; agora é um cadáver sem alma, uma máquina que até agora funciona bem o bastante, mas que cairá em pedaços quando ele se for.

Dos três objetivos, apenas o segundo é atendido, mas já não é nem uma fraternidade, nem um corpo sobre cuja face paira o espírito de além da Grande Cordilheira.

Sua bondade e amor à paz são grandes e verdadeiramente gautâmicos em seu espírito; mas ele aplicou mal essa bondade.

Ele diz que a salvou? Salvou o seu corpo, mas, por medo, deixou escapar a sua alma; agora é um cadáver sem alma, uma máquina que até agora funciona bem o bastante, mas que cairá em pedaços quando ele se for.

— Cartas dos Mestres da Sabedoria Vol. 2

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