Mas antes que estas sejam capazes de se tornar mais do que meras imaginações, o abismo do nada tem de ser enfrentado sob outra forma.
O silêncio absoluto, que só pode advir do fechar dos ouvidos a todos os sons transitórios, surge como um horror mais apavorante do que a própria vacuidade informe do espaço.
A nossa única concepção mental do espaço vazio é, creio eu, quando reduzida ao seu mais despojado elemento de pensamento, a da escuridão negra.
Isto é um grande terror físico para a maioria das pessoas e, quando encarado como um fato eterno e imutável, deve significar para a mente a ideia de aniquilação, mais do que qualquer outra coisa.
Mas é a obliteração de um único sentido; e o som de uma voz pode vir e trazer conforto mesmo na mais profunda escuridão.
O discípulo, tendo encontrado o seu caminho para dentro desta negrura, que é o abismo temível, deve então fechar tão bem os portões da sua alma que nenhum consolador possa ali entrar, nem qualquer inimigo.
E é ao fazer este segundo esforço que o fato de a dor e o prazer serem apenas uma única sensação se torna reconhecível para aqueles que antes foram incapazes de o perceber. Pois quando a solidão do silêncio é alcançada, a alma anseia tão feroz e apaixonadamente por alguma sensação em que se apoiar, que uma dolorosa seria tão ardentemente acolhida quanto uma agradável.
O discípulo, tendo encontrado o seu caminho para dentro desta negrura, que é o abismo temível, deve então fechar tão bem os portões da sua alma que nenhum consolador possa ali entrar, nem qualquer inimigo. Pois quando a solidão do silêncio é alcançada, a alma anseia tão feroz e apaixonadamente por alguma sensação em que se apoiar, que uma dolorosa seria tão ardentemente acolhida quanto uma agradável.
— Luz no Caminho — Mabel Collins
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