A Teosofia não é a aquisição de poderes, sejam psíquicos ou intelectuais, embora ambos sejam seus servidores. Também não é a Teosofia a busca da felicidade, como os homens entendem a palavra; pois o primeiro passo é o sacrifício, o segundo, a renúncia. A vida é construída pelo sacrifício do indivíduo em prol do todo. Cada célula do corpo vivo deve sacrificar-se para a perfeição do todo; quando não é assim, a doença e a morte impõem a lição. A Teosofia é a ciência da vida, a arte de viver. A harmonia é a lei da vida, a discórdia sua sombra; de onde brota o sofrimento, o mestre, o despertador da consciência. Através da alegria e da tristeza, da dor e do prazer, a alma chega ao conhecimento de si mesma. Os olhos da sabedoria são como as profundezas do oceano; não há neles nem alegria nem tristeza. Portanto, a alma do discípulo deve se tornar mais forte que a alegria e maior que a tristeza.
A vida é construída pelo sacrifício do indivíduo em prol do todo. Cada célula do corpo vivo deve sacrificar-se para a perfeição do todo; quando não é assim, a doença e a morte impõem a lição.
— Gemas do Oriente — H.P. Blavatsky
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