Assim, uma força cujos poderes secretos eram profundamente familiares aos antigos teurgistas é negada pelos cépticos modernos.
As crianças antediluvianas — que talvez brincassem com ela, usando-a como os rapazes em Coming Race de Bulwer-Lytton usam o tremendo “vril” — chamavam-na a “Água de Phtha”; seus descendentes a nomearam Anima Mundi, a alma do universo; e mais tarde os hermetistas medievais a denominaram “luz sideral,” ou o “Leite da Virgem Celestial,” a “Magnes,” e muitos outros nomes.
Mas nossos homens eruditos modernos não a aceitarão nem reconhecerão sob tais denominações; pois ela pertence à magia, e a magia é, na sua concepção, uma superstição vergonhosa.
Apolônio e Jâmblico sustentavam que não era “no conhecimento das coisas exteriores, mas na perfeição da alma interior, que reside o império do homem, aspirando a ser mais que homens.” * Assim, eles haviam chegado a um conhecimento perfeito de suas almas semelhantes a deuses, cujos poderes usavam com toda a sabedoria, fruto do estudo esotérico da tradição hermética, herdada de seus antepassados.
Mas nossos filósofos, fechando-se hermeticamente em suas conchas de carne, não conseguem ou não ousam levar seu olhar tímido além do compreensível.
Para eles não há vida futura; não há sonhos divinos, eles os desprezam como não científicos; para eles os homens da antiguidade são apenas “ancestrais ignorantes,” como eles se expressam; e sempre que encontram, durante suas pesquisas fisiológicas, um autor que acredita que este anseio misterioso por conhecimento espiritual é inerente a todo ser humano, e não pode nos ter sido dado inteiramente em vão, eles o olham com piedade contemptiva.
Apolônio e Jâmblico sustentavam que não era no conhecimento das coisas exteriores, mas na perfeição da alma interior, que reside o império do homem, aspirando a ser mais que homens.
— Ísis Sem Véu Vol. 1 — H.P. Blavatsky
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