Uma destas é a Imanência de Deus.
“Eu estabeleci este universo com um fragmento de Mim mesmo” — assim falou Shri Krsna.
Deus em tudo, uma vida pulsando em cada forma, uma vida por trás de cada objeto.
Usei a frase ocidental, “Imanência de Deus”. Isso está gradualmente voltando ao Ocidente.
Não havia espaço para adoração, não havia espaço para devoção, não havia espaço para entusiasmo; porque a presença de Deus em tudo, Deus imanente no mundo, isso só pode tornar-se real quando o Deus Interior é realizado.
Assim é com o devoto: ele não adora o Deus Interior, Brahman, mas adora alguma manifestação divina.
Pode ser Vishnu, pode ser Shiva, Mahadeva, ou pode ser Shri Krsna.
Sempre uma forma é necessária para o crescimento da devoção.
Daí é necessário que, para realizar aquela ideia da imanência de Deus, Ele deve ser adorado em muitas formas, amado em muitas formas, e é isso que dá o calor da devoção ao Hinduísmo, porque não apenas para o filósofo mas para o devoto Deus é manifesto através daquela sublime religião, e Deus mostra-Se a Si mesmo em muitas formas, de modo que Ele possa atrair as naturezas variadas dos homens.
Assim devo terminar o shloka do Gita, que citei pela metade: “Eu estabeleci este universo com um fragmento de Mim mesmo, e Eu permaneço.” Ele permanece “transcendente”, como diria a filosofia do Ocidente, não apenas como a vida em cada forma, mas Ele mesmo uma Vida transcendendo todo o universo; Ele, o objeto superior de devoção, o Ishvara dos mundos.
Assim vocês encontram nesta religião aquela ideia predominante, a unidade da vida, a Imanência da Divindade, e, como outro lado disso, a Solidariedade, a Irmandade dos Homens.
Isso não é uma doutrina diferente, mas outra fase da mesma.
O aspecto Vontade do homem é apenas o outro lado da Imanência de Deus, e é expresso na palavra característica do Hinduísmo, na ideia característica de Dharma.
Deus em tudo, uma vida pulsando em cada forma, uma vida por trás de cada objeto. Sempre uma forma é necessária para o crescimento da devoção.
— O Governo Interior do Mundo — Annie Besant
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