A luz do único Mestre, a única, eterna, luz dourada do Espírito, derrama os seus raios fulgurantes sobre o discípulo desde o princípio.
Os seus raios atravessam as nuvens espessas e pesadas da matéria.
Mas, ó discípulo, a não ser que a carne seja passiva, a cabeça lúcida, a Alma firme e pura como um diamante que cintila, o fulgor não chegará à câmara, a sua luz do sol não aquecerá o coração, nem os sons místicos das alturas akashicas chegarão ao ouvido, por atento que ele esteja, no estágio inicial.
A não ser que ouças, não poderás ver. A não ser que vejas, não poderás ouvir.
Onde está a tua individualidade, Lanu, onde está o próprio Lanu? É a fagulha perdida no meio do fogo, a gota dentro do oceano, o raio de luz sempre presente tornado o Todo e o fulgor eterno.
Vê! tornaste-te a luz, tornaste-te o som, és o teu Mestre e o teu Deus.
Onde está a tua individualidade, Lanu, onde está o próprio Lanu? É a fagulha perdida no meio do fogo, a gota dentro do oceano, o raio de luz sempre presente tornado o Todo e o fulgor eterno. Vê! tornaste-te a luz, tornaste-te o som, és o teu Mestre e o teu Deus.
— A Voz do Silêncio — H.P. Blavatsky
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