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O Corpo Astral e a Vontade Imperial do Homem

«Em nossos sonhos», diz Paracelsus, «somos como as plantas, que possuem também o corpo elemental e vital, mas não possuem o espírito. Em nosso sono, o corpo astral está livre e pode, pela elasticidade de sua natureza, ou pairar em torno de seu veículo adormecido, ou elevar-se mais alto para conversar com seus pais estelares, ou mesmo comunicar-se com seus irmãos a grandes distâncias. Sonhos de caráter profético, pressentimentos e necessidades presentes são as faculdades do espírito astral. Ao nosso corpo elemental e mais grosseiro, esses dons não são concedidos, pois na morte ele desce ao seio da terra e se reúne aos elementos físicos, enquanto os diversos espíritos retornam às estrelas. Os animais», acrescenta ele, «têm também seus pressentimentos, pois eles também possuem um corpo astral.»

Van Helmont, discípulo de Paracelsus, atribui a propriedade magnética secreta àquela simpatia universal que existe entre todas as coisas na natureza. «O magnetismo», diz ele, «é uma propriedade desconhecida de uma natureza celestial; assemelhando-se muito às estrelas, e de modo algum impedida por quaisquer limites de espaço ou tempo. Cada ser criado possui seu próprio poder celestial e está intimamente aliado ao céu. Este poder mágico do homem jaz, por assim dizer, oculto no homem interior. Esta sabedoria e força mágicas assim adormecem, mas, por uma mera sugestão, são despertadas para a atividade, e se tornam mais vivas quanto mais o homem exterior de carne e a escuridão são reprimidos.»

Tanto Van Helmont quanto Paracelsus concordam quanto à grande potência da vontade no estado de êxtase; eles dizem que «o espírito está difundido por toda parte; e o espírito é o meio do magnetismo»; que a magia primordial pura não consiste em práticas supersticiosas e vãs cerimônias, mas na vontade imperial do homem. «Não são os espíritos do céu e do inferno os senhores da natureza física, mas a alma e o espírito do homem, que estão ocultos nele como o fogo está oculto no sílex.»

«Não são os espíritos do céu e do inferno os senhores da natureza física, mas a alma e o espírito do homem, que estão ocultos nele como o fogo está oculto no sílex.»

— Ísis Sem Véu Vol. 1 — H.P. Blavatsky

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