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Viver a vida espiritual em meio aos deveres do mundo

Isso está longe de ser impossível, embora reconhecidamente difícil às vezes.

O professor, também, pode considerar-se um servo do Deus dentro do aluno e do estudioso.

O advogado pode, como muitos o fazem, tornar-se o guia, o filósofo e o amigo da família, alguém a quem todos podem recorrer para orientação e conselho amigo em momentos de necessidade.

As donas de casa — esposas e mães — podem fazer de seus lares centros de amor, beleza, ordem e paz.

Alguns lares são centros de espiritualidade, cultura e beleza, sendo o trabalho da casa realizado no espírito de serviço àqueles que usarão o lar.

Assim, de fato, é praticável viver uma vida espiritual em meio à pressão dos deveres mundanos.

O campo de serviço é exatamente onde estamos, e o cumprimento devotado do dever constitui a vida consagrada.

Portanto, não é uma mudança de atividade ou tipo de trabalho que se faz necessária, mas sim uma mudança de ênfase ou de motivo para realizar essa atividade.

Finalmente, repito, esse despertar interior e essa autocon consagração a nobres feitos vêm de dentro da Alma. A mudança é, portanto, perfeitamente natural, bastante espontânea.

O campo de serviço é exatamente onde estamos, e o cumprimento devotado do dever constitui a vida consagrada. Não é uma mudança de atividade que se faz necessária, mas uma mudança de ênfase ou de motivo.

— A Teosofia Responde a Alguns Problemas da Vida — Geoffrey Hodson

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