A alma ou psych é em si uma combinação, consenso ou unidade do bios, ou vitalidade física, da epithumia ou natureza concupiscível, e do phren, mens, ou mente.
Pela sua natureza complexa, a alma pode descer e aliar-se tão intimamente à natureza corpórea a ponto de excluir uma vida superior de exercer qualquer influência moral sobre ela. Por outro lado, pode ligar-se tão estreitamente ao nous, ou espírito, a ponto de compartilhar de sua potência, caso em que seu veículo, o homem físico, parecerá um Deus mesmo durante sua vida terrestre.
A menos que tal união de alma e espírito ocorra, seja durante esta vida ou após a morte física, o homem individual não é imortal como entidade.
A psique é, mais cedo ou mais tarde, desintegrada.
Plutarco ensinava que, na morte, Prosérpina separava inteiramente o corpo e a alma, após o que esta se tornava um demônio (daïmon) livre e independente. Depois, os bons passavam por uma segunda dissolução: Deméter dividia a psique do nous ou pneuma.
A primeira era dissolvida após algum tempo em partículas etéreas — daí a inevitável dissolução e consequente aniquilação do homem que, na morte, é puramente psíquico; o segundo, o nous, ascendia ao seu poder Divino superior e gradualmente se tornava um puro espírito Divino.
Pode a alma ligar-se tão estreitamente ao nous, ou espírito, a ponto de compartilhar de sua potência — e então seu veículo, o homem físico, parecerá um Deus mesmo durante sua vida terrestre. Mas a menos que tal união ocorra, o homem individual não é imortal como entidade: a psique é, mais cedo ou mais tarde, desintegrada.
— Escritos Compilados Vol. 1 — H.P. Blavatsky
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