Contudo, todos indicaram claramente que havia uma verdade espiritual subjacente à forma sob a qual ensinavam; todos tiveram sua doutrina esotérica e seus discípulos iniciados.
E essa doutrina esotérica é a mesma em todo o mundo e em todas as épocas; pois é a verdade espiritual da relação do homem com o universo, o mistério espiritual de sua vida e consciência, e só pode ser discernida e compreendida por aqueles que se elevaram acima das ilusões do tempo e dos sentidos, da matéria e da forma.
E é exatamente essa verdade esotérica, esse significado espiritual interior dos grandes mestres do mundo e dos registros que nos legaram, que a Teosofia oferece.
Não de modo algum a totalidade dela, pois deve permanecer ainda mistério dentro de mistério, até o triunfo final; mas certamente o suficiente para apontar o caminho àqueles que se esforçam por um conhecimento mais profundo e uma luz mais pura.
E a prova de que a chave que a Teosofia oferece é a verdadeira é a sua universalidade.
A prova reside no fato, que cada um deve verificar por si mesmo, de que ela unifica os registros e ensinamentos que, tomados em sua mera forma exterior, parecem ser contraditórios e mutuamente destrutivos.
Este ponto não pode ser enfatizado com demasiada força; é sempre a letra que mata, mas o espírito que vivifica.
Não aprendemos nada sobre nossa própria vida individual, ou sobre o universo ao nosso redor, até aprendermos a reconhecer a unidade que subjaz à diversidade, até aprendermos a desvincular o princípio espiritual subjacente de qualquer mera forma de doutrina, de qualquer mero arranjo de letras no nome da divindade, de qualquer registro escritural particular ou forma convencional de adoração.
A prova reside no fato, que cada um deve verificar por si mesmo, de que ela unifica os registros e ensinamentos que, tomados em sua mera forma exterior, parecem ser contraditórios e mutuamente destrutivos. Este ponto não pode ser enfatizado com demasiada força; é sempre a letra que mata, mas o espírito que vivifica.
— A Base Esotérica do Cristianismo — William Kingsland
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