P. São Nidana e Maya (as grandes causas da miséria) aspectos do Absoluto? R. Nidana significa a concatenação de causa e efeito; os doze Nidanas são a enumeração das principais causas que produzem a mais severa reação ou efeitos sob a lei cármica.
Embora não haja conexão entre os termos Nidana e Maya em si mesmos, sendo Maya simplesmente ilusão, contudo, se considerarmos o universo como Maya ou ilusão, então certamente os Nidanas, como agentes morais no universo, estão incluídos em Maya.
É Maya, ilusão ou ignorância, que desperta os Nidanas; e tendo sido produzida a causa ou causas, os efeitos seguem de acordo com a lei cármica.
Para dar um exemplo: todos nos consideramos Unidades, embora essencialmente sejamos uma única Unidade indivisível, gotas no oceano do Ser, não distinguíveis das demais gotas.
Tendo então produzido essa causa, toda a discórdia da vida segue imediatamente como efeito; na realidade, é o esforço da natureza para restaurar a harmonia e manter o equilíbrio.
É esse senso de separatividade que é a raiz de todo o mal.
Maya é a faculdade perceptiva de todo Ego que se considera uma Unidade separada e independente do uno infinito e eterno SAT, ou “ser-em-si”. Maya é explicada na filosofia exotérica e nos Puranas como a Vontade ativa personificada do Deus Criador — sendo este último apenas uma Maya personificada — um engano passageiro dos sentidos do homem, que começou a antropomorfizar a abstração pura desde o início de suas especulações.
É esse senso de separatividade que é a raiz de todo o mal. Todos laboramos sob a grande ilusão (Maya) de que somos, como personalidades, seres distintos dos outros seres, ao passo que todo o universo visível e invisível é apenas uma parte temporária do TODO único sem começo e sem fim.
— Transcrições da Loja Blavatsky — H.P. Blavatsky
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