Só um místico poderia escrever, e só místicos podem aquilatar, palavras tão potentes em seu significado, tratando como fazem daqueles grandes mistérios que são desvendados, em sua totalidade, apenas aos Iniciados.
O “Véu de Ísis” sempre esconde do curiosamente vulgar o estudante sincero da Grande Ciência; daí, ao abordar o lado filosófico e místico desta vida misteriosa, as dificuldades da pesquisa se tornam ainda mais complexas em razão daquele véu que esconde este Iniciado do mundo exterior.
Vislumbres de conhecimento raros entre os homens; indicações de forças desconhecidas do “comum”; alguns estudantes sinceros, seus discípulos, esforçando-se ao máximo para permear o mundo material com seu conhecimento da vida espiritual invisível; tais são os sinais que cercam o Comte de St. Germain, as evidências de sua conexão com aquele grande Centro de onde ele veio.
Nenhum movimento público surpreendente surge, nada em que ele busque o olhar do público como líder, embora em muitas sociedades sua mão condutora possa ser encontrada.
Algumas das assembleias em que o Comte de St. Germain ensinava sua filosofia eram realizadas na Rue Platrière; outras reuniões dos “Filaleetas” ocorriam na Loja “des Amis-Réunis” na Rue de la Sourdière.
Segundo alguns escritores, havia uma forte fundação rosacruz — da verdadeira tradição rosacruz — nesta Loja.
Aparenta que os membros estudavam as condições da vida em planos superiores, assim como os teósofos de hoje o fazem.
O ocultismo prático e o misticismo espiritual eram o fim e o objetivo dos Filaleetas; mas, ai de nós, o karma da França os submergiu, e cenas de derramamento de sangue e violência varreram eles e seus estudos pacíficos.
Só um místico poderia escrever, e só místicos podem aquilatar, palavras tão potentes em seu significado, tratando como fazem daqueles grandes mistérios que são desvendados, em sua totalidade, apenas aos Iniciados. O “Véu de Ísis” sempre esconde do curiosamente vulgar o estudante sincero da Grande Ciência.
— O Conde de St. Germain — Isabel Cooper-Oakley
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