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William Quan Judge


William Quan Judge

📚 Escritos Compilados de Helena Petrovna Blavatsky

William Quan Judge

Volume: 3/15 | Páginas originais: 300-317

Fonte: Blavatsky, H.P. Collected Writings, Volume 3, Theosophical Publishing House

WILLIAM QUAN JUDGE
23 de Abril de 1851 — 21 de Março de 1896

DR. JIRAH DEWEY BUCK
1838-1916
(Do The Path, Nova York, Vol. VII, Janeiro de 1893)
1881

DAYANAND SARASWATI E SEUS SEGUIDORES

DAYANAND SARASWATI E SEUS SEGUIDORES
[The Theosophist, Vol. III, No. 2, Suplemento, Novembro de 1881, pp. 3-4]

AO EDITOR DO Theosophist.

SENHORA: A seguir está um aviso muito importante recebido de Benares. Por favor, publique-o em suas colunas e dê aos seus leitores uma oportunidade de julgarem por si mesmos.
Atenciosamente,
PANDIT GOPI NATH,
Editor, Mittra Vilasa.

“Deixando-nos levar pela enganosa reputação do Swami Daya Nanda Saraswatee, nós, os abaixo-assinados, recorremos a ele para ouvir suas palestras védicas e agir de acordo com seus ditames. Mas tão logo o ouvimos, convencemo-nos de que ele não era um verdadeiro reformador. Tendo agora nossas dúvidas sido removidas por nosso Guru Védico Pandit Jugulkishore Pathak, membro da Brahmamrit Varshini Sabha, fizemos penitência, conforme ordenado em nossos Shastras, por este erro e pecado nossos, e por meio deste prometemos jamais nos desviar do caminho verdadeiro e justo ensinado por nosso Guru.

“Sita Rama, Babu Nand Pande, Krishna Rama Shukul e Rama
Prasda Dube.
“Publicado por
“PANDIT JUGULKISHORE PATHAK,
Brahmamrit Varshini Sabha,
“Benares.”

Nota do Editor — Fiéis à nossa política de perfeita imparcialidade, à promessa de que toda religião, seita e escola de filosofia terá a chance de uma audiência justa perante o público, e que os adeptos terão permissão para defender suas respectivas opiniões em nosso jornal, somos forçados a abrir espaço para o manifesto acima. Mas o fazemos com pesar, pois esta não é nenhuma prova filosófica de que as doutrinas ensinadas pelo erudito Pandit em favor de quem é emitido — a saber, Pandit Jugulkishore Pathak — sejam mais filosóficas, ou de algum modo mais verdadeiras do que aquelas expostas pelo Swami Dayanand Saraswati. Tal como está, a declaração é simplesmente a confissão de uma apostasia de curta duração e uma contrição pública em consequência dela. Amanhã os discípulos do Swami Dayanand poderão nos enviar sua resposta, e teríamos que publicá-la em nosso próximo número segundo o mesmo princípio. Se algum bem é capaz de resultar de tais denúncias mútuas, então os dois eruditos pandits deveriam fornecer-nos, ao menos, artigos prós e contras suas respectivas interpretações dos Vedas; e assim deixar o veredito à opinião dos leitores imparciais. De outro modo, tais denúncias tendem a causar mais mal do que bem.
––––––––––
1881

ADEPTOS “OCIDENTAIS” E TEOSOFISTAS ORIENTAIS
[The Theosophist, Vol. III, No. 2, Suplemento, Novembro de 1881, pp. 4-6]

Desde o primeiro aparecimento de The Occult World, o Spiritualist de Londres empreendeu uma série de ataques semanais regulares contra ele. Sob o argumento de que o Sr. Sinnett nunca vira Koot Hoomi pessoalmente, a existência deste último foi posta em dúvida. Esta dúvida foi seguida pela hipótese arbitrária de que ninguém mais jamais o vira. Então, quando sete teosofistas (quatro nativos da Índia e três europeus) declararam com suas próprias assinaturas que tinham visto nosso Irmão, um pretexto para invalidar seu testemunho foi imediatamente inventado. Uma objeção, vagamente fundamentada na insinuação falaciosa e não muito delicada de que, como ninguém na Inglaterra sabia se as vidas e os caráteres das testemunhas autorizavam que suas evidências fossem aceitas sem protesto, um grau muito pequeno de confiança poderia ser depositado nelas. Além disso, argumentou-se que, como nem a Sra. A. Gordon nem o Coronel Olcott haviam dado seu testemunho — este último, ademais, nunca tendo declarado ter visto os “Irmãos” — a reivindicação não receberia atenção. Ambas as pessoas acima mencionadas enviaram agora suas evidências. Resta ver se, em primeiro lugar, suas cartas serão publicadas; e, em caso afirmativo, que tentativa será feita para desacreditá-las.

Enquanto isso, por mais de três meses, e semana após semana, o Spiritualist jamais apareceu sem conter um ou dois ataques de refinamento literário mais ou menos duvidoso contra os teosofistas em geral, os Fundadores da Sociedade em particular, e Koot Hoomi e Mme. Blavatsky — especialmente. Por vezes, os epítetos a eles dirigidos, e a fraseologia peculiar que os caracterizava, atingiram um grau de eminência que colocou o Spiritualist — com suas colunas até então imaculadas, que deveriam ser dedicadas exclusivamente às necrologias de distintos anjos desencarnados — no mesmo nível do mais barato jornal político da América, durante as eleições presidenciais. Tendo os “passes” editoriais sido um tanto obstruídos pelas sete avalanches das testemunhas teosóficas, o Spiritualist concebeu outro expediente. Quando a Itália caiu em dúvida ímpia e infidelidade, Pio IX recorreu ao expediente de ser protegido por mercenários estrangeiros, e um corpo de “Zuavos Papais” foi devidamente organizado. Quando o Editor do Spiritualist viu-se em perigo de ser derrubado pelo testemunho acumulado sobre a existência dos “Irmãos” — vindo da Índia, ele descobriu um “Cabalista” e formou com ele uma aliança — apenas ofensiva; já que, até agora, ninguém se deu ao trabalho de atacá-lo. Aquele “Zuavo” espiritualista era J. K., o mirífico “adepto” e, ainda por cima, um “filho da viúva”; um “Hiram Abiff”, criado e elevado por um ilustre grão-mestre — um “Hierofante de origem ocidental”, como o próprio J. K. o apresentou.

Até aí, tudo bem. As flechas cabalísticas dirigidas por J. K. contra os teosofistas, passando sobre suas cabeças, não feriram ninguém além do Spiritualist, cujas colunas foram, por um tempo, preenchidas com as pomposas autoglorificações do “Sir Oráculo” oculto. Esses artigos, que provocavam crises homéricas de riso entre os anglo-indianos que os liam, eram mais um deleite do que um incômodo. Se J. K. tivesse prosseguido nesse tom, ninguém jamais teria prestado a menor atenção às suas diatribes inofensivas e, como declarado no Theosophist de outubro, aquela teria sido a primeira e a última vez que o teríamos notado em nossas colunas. Mas o suposto “adepto” recorreu agora a personalidades. Esquecendo-se de que os “Teosofistas” de Bombaim são pessoas privadas e não profissionais, que não vendem remédios charlatães para ganhar a vida, nem anunciam “aulas de magnetismo a um guinéu pelo curso, ou 5 xelins por aula”, ele se permite falar de pessoas melhores do que ele próprio em um tom depreciativo que, na melhor das hipóteses, só poderia ser assumido por um verdadeiro perito na arte e no conhecimento ocultos, reconhecido como tal no mundo inteiro. Fazer uso de frases como: “Madame Blavatsky — evidentemente nada sabe de nossa arte [!?], eu [!?] não hesito em afirmar [naturalmente, como poderia um Cabalista de seu ‘calibre’ hesitar em algo?] que a obra volumosa [Ísis Sem Véu] é completamente enganosa… ela não captou o significado correto”… etc., etc. — o crítico deve ter provado ser tão grande quanto Paracelso ou, no mínimo, tão sábio quanto o “Hierofante” que o iniciou.

Em vez disso, o que encontramos? Quem é esse J. K. que, como seu En-Soph, está sempre “falando de si mesmo, para si mesmo e através de si mesmo”? Já que ele não hesitou em nomear Mme. Blavatsky e tentou mostrá-la tão inferior a si mesmo, não vemos por que deveríamos sentir o menor escrúpulo em levantar a “máscara de bronze” que encobre o rosto do beau domino cabalístico. Declaramos então, por nossa vez, provas em mãos, que o Sr. Julius Kohn é um jovem cavalheiro muito presunçoso, vaidoso, que, mal desmamado do A.B.C. do Ocultismo, afeta os ares de um misterioso grão-adepto — dextro tempore, escreve artigos pretensiosos sob a cobertura segura de duas iniciais, e assim obtém uma audiência pública sob falsos pretextos. Não há órgão cabalístico, e mesmo os semanários londrinos de terceira classe, que não jogariam seus artigos na cesta de lixo, se ele os oferecesse. Que melhor oportunidade, então, aproveitando-se da hostilidade dos espiritualistas para com os teosofistas, para obter espaço em um jornal onde ventilar suas extravagâncias? Daí seus artigos no Spiritualist, e as declarações de que não há espíritos na natureza além dos espíritos humanos; e o veredito magistral e ridículo: “se os Teosofistas estudam os elementais, estudam apenas espíritos humanos não desenvolvidos.”

“O discípulo não está acima do seu mestre… basta ao discípulo ser como seu mestre, e ao servo como seu senhor”; leiam-se os versículos 24-25, cap. x de Mateus. Portanto, Julius Kohn tem que aceitar a decisão de seu “Senhor e Mestre”, ou sustentar que está acima de seu “hierofante”, acrescentando, ainda, que seu Iniciador de “origem ocidental” (assim designado por ele, supomos, em contraposição à sua própria que é oriental) não sabe do que está falando. O que quer que nosso “adepto” possa dizer em sua desculpa no futuro, esta é a interessante informação que o dito Mestre (cujo nome completo, se ele quiser vê-lo publicado, estamos tão prontos a divulgar quanto divulgamos o dele) — diz de seu discípulo, de quem, de resto, o Sr. W— parece estar muito orgulhoso: “O Sr. Kohn”, ele diz a um amigo, “esteve sob minha orientação direta por vários anos e continuou lendo em todas as línguas toda obra cabalística que se podia adquirir aqui e na Alemanha… mas ele não se dedica à Astrologia de modo significativo. Ele ainda não fez sua entrada no ádito; mas suas intuições estão se desenvolvendo e ele obtém vislumbres muito lúcidos das coisas de tempos em tempos. Seus sonhos estão se tornando muito interessante e espiritualmente inspirados… Mas ele evita a mediunidade. Embora ainda não tenha confrontado o ‘Elixir Vermelho’ (isto é, feito a junção perfeita da alma com o espírito)… contudo, está no bom caminho para isso, pois ‘daquele dia e hora ninguém sabe’…”

Exatamente. Ninguém sabe disso, não mais o mestre do que o discípulo, como vemos. Temos boas razões para crer que o primeiro não correrá o risco de negar suas próprias palavras, tão religiosamente citadas por nós, pois, no caso contrário, poderíamos acrescentar alguns outros detalhes insignificantes, que nos absteremos de mencionar no momento. Não conhecemos aquele cavalheiro pessoalmente, e talvez tivéssemos mais respeito por ele, se tivéssemos essa honra, do que provavelmente jamais nutriremos por seu pupilo. Provamos os pontos essenciais, e isso basta para nossos propósitos. Com a autoridade da pessoa mais propensa a exagerar as realizações de seu discípulo do que a diminuí-las na estima do mundo, somos informados, (1) que J. K. “ainda não fez sua entrada no ádito” — o que equivale a confessar, perante qualquer um que conheça algo da fraseologia hermética, que seu pupilo ainda NADA sabe dos mistérios essenciais, finais e superiores, desenvolvendo, enquanto isso, sua “alma involucional” a partir das interpretações alegóricas de seus “sonhos interessantes”, durante os interlúdios não lúcidos entre seus vislumbres “intuicionais” lúcidos das coisas; (2) que J. K. “evita a mediunidade”, tendo, como nos foi dito em um de seus artigos, suas próprias noções sobre “espíritos”, isto é, em todos os casos tão heréticas quanto as dos teosofistas, apenas talvez menos corretas (N.B., o Editor do Spiritualist parece assim estar aquecendo uma víbora em seu seio); e — (3) não tendo ainda “confrontado o Elixir Vermelho”, a saber, jamais tendo conseguido até agora unir seu espírito com sua alma, o que por si só torna o adepto, por um tempo, um ser divino existindo na região da sabedoria absoluta, J. Kohn é apenas um humilde chela* na escola de magia, e nenhum “adepto”, como ele gostaria de nos fazer crer.

É este aprendiz de ocultismo que, em seu estilo pretensioso e bombástico, tão cheio de audaciosa presunção, fala de adeptos como foram os antigos Rishis indianos, dos autores de filosofias como os Vedas, o Vedanta e o Sankhya, de homens como nosso Irmão Koot Hoomi, como se nada soubessem de valor! Para mostrar sua própria ignorância — Oh, sombras de Kapila e Patañjali! — J. K. chama “Ākāśa” — uma FICÇÃO!! Se os leitores apenas acreditassem nele: “Tomando erroneamente algumas sentenças esotéricas de Paracelso em sua formulação literal, o falecido Abbé Alphonse Louis Constant (Éliphas Lévi), ou o homem que escreveu seus livros sobre Magia, inventou [!?] a partir da influência sideral de Paracelso uma luz astral objetiva, e teorizou sobre isso que a grande obra do adeptado é subjugar e dirigir esta força. Combine-se com isso”, acrescenta ele, “uma prática de intimidar os elementais em todos os quatro reinos, e você é, segundo Éliphas Lévi, um consumado mestre mago.”

Combine-se com ignorância uma prática de intimidar todos aqueles que diferem de você, especialmente aqueles que se recusam a reconhecer no Sr. Julius Kohn algo mais elevado do que um “adepto de ficção”, e você é, segundo J. K., “um consumado mestre mago.”

E agora, quanto à veracidade e confiabilidade de suas críticas a Ísis. “Em Paracelso”, diz ele, “como em todos os outros Cabalistas, a letra é para os não iniciados, o espírito para os iniciados. Os adeptos medievais eram, pela época em que viveram, compelidos a ocultar seu conhecimento da igreja.” (Que notícia maravilhosa. A primeira revelação de uma verdade que todo escolar conhece.) “Eles usavam, portanto, uma linguagem velada, e símbolos físicos representavam coisas puramente espirituais. O autor de Ísis parece ter ignorado isso”, acrescenta nosso erudito adversário. Ora, o “autor de Ísis” não fez nada desse tipo, contudo. Por outro lado, o autor de “O Adeptado de Jesus Cristo” nunca deve ter feito mais do que folhear Ísis, se lhe escapou o fato de que ambos os seus volumes estão repletos de referências e explicações sobre a “linguagem velada” dos Cabalistas, tanto cristãos quanto pagãos — os primeiros temendo divulgar seu significado devido à perseguição da Igreja, os últimos devido ao terror do “juramento de iniciação” pronunciado durante os “mistérios”. Que J. K. apenas finge ter ignorado o fato é ainda mais provável. Seja como for, toda a obra é uma exposição daquilo que o “adepto” londrino tenta ensinar, mas do qual faz uma triste confusão. Tampouco o autor de Ísis jamais ignorou o fato bem conhecido de que a maioria (não todos) dos símbolos físicos representam “coisas puramente espirituais”. Quem quer que tenha lido Ísis verá quão confiáveis são as críticas de J. K.

“Espíritos elementais”, prossegue o crítico em sua peroração, “não são criaturas evoluídas na terra, no ar, no fogo ou na água. Sem dúvida há espíritos que preferem habitar em um dos ditos elementos, mas eles são humanos [!]. O método ordinariamente empregado para entrar em comunicação com os Elementais, oferecendo-lhes algum alimento favorito, mostra que eles são simplesmente espíritos humanos não muito avançados.” O último argumento é encantadoramente lógico, e digno do “calibre literário” de um grande “adepto”. Como se apenas os seres humanos comessem alimentos, e apenas aos homens e seus espíritos pudesse ser oferecido “algum alimento favorito”! Os Elementais são todos “humanos”, ele sustenta. E o que são os “Shedim” de seus Cabalistas judeus? O que dizer de Robert Fludd — o grão-mestre dos filósofos do “Fogo” medievais, que foram os maiores Cabalistas vivos — que diz que, assim como há uma infinidade de criaturas humanas visíveis, também há uma variedade infinita de seres não humanos entre os espíritos dos elementos? E o que dizer da variedade infinita dos “Demônios” de Proclo, Porfírio, Jâmblico, e dos “Espíritos da Natureza”?… Em verdade, requer-se uma quantidade muito pequena de inteligência em um crítico para escrever — “que ‘a Igreja’, assim chamada, vá para o Diabo de sua própria criação”*, ou ainda — “A Teosofia é Diabolosofia… que obtém apenas as Sofistarias de Sua Majestade Satânica”; mas requer-se uma boa dose de sabedoria, que não pode ser transmitida por “Hierofante” algum, para compreender a verdadeira Teosofia. É tão fácil para um cocheiro quanto para o Sr. Kohn proferir palavras de insulto; e o primeiro é tão livre para apontar a Royal Society como uma loja de bebidas, acrescentando que todos os seus Membros ali se reúnem apenas para se embriagar com licor, quanto o adepto para chamar a Teosofia de “Diabolosofia”. Ambos podem fazê-lo com perfeita impunidade. Pois, não mais do que o dito cocheiro será jamais admitido nos recintos sagrados do saber, pode um homem usando tal linguagem esperar entrar algum dia no círculo da verdadeira Teosofia, ou — “confrontar o Elixir Vermelho.”

A essência real, o cerne do material de que todos os artigos de J. K. são feitos, explica-se pelo seguinte: Não obstante toda a sua autoglorificação de “adeptado”, nem o “adepto” nem mesmo seu “hierofante”, a quem conhecemos melhor do que ambos podem imaginar, seriam capazes de produzir o menor fenômeno à vontade; mesmo daquele tipo que médiuns iniciantes e crianças sensíveis frequentemente produzem, digamos, pancadas sobre a mesa sem contato. Daí suas diatribes contra os fenômenos descritos em The Occult World; sua tagarelice bombástica e prolixa sobre os poderes do adeptado serem “apenas puramente espirituais”. É tão fácil, e oferece terreno tão seguro, assumir “poderes” que devem permanecer, segundo o dito princípio, para sempre teóricos. Mas torna-se um pouco mais perigoso para ele declarar que “quando Koot Hoomi supostamente diz repetidamente: ‘O adepto é a rara eflorescência de uma geração de investigadores’, ele ventila esta ideia puramente para trazer recrutas para a Sociedade Teosófica.”

É perigoso, dizemos, pois além de ser uma falsidade flagrante e uma calúnia, os discípulos de Koot Hoomi poderiam facilmente retrucar ao Sr. Julius Kohn e perguntar: E qual pode ser o significado secreto desta sua sentença que segue diretamente a anterior? “Quem quer que tente chegar ao poder Divino por meios diabólicos labora numa ilusão das mais deploráveis. Anestésicos e drogas nunca devem ser experimentados. Também com a prática do mesmerismo orgânico deve-se unir grande cuidado para não abusar do poder, combinado com uma vida intransigentemente pura.”

Se o “adepto” se recusa a informar os leitores do real significado oculto do acima, nós o faremos. Combinado com outras alusões muito frequentes em seus artigos verbosos — podemos simplesmente chamá-las de anúncios sub rosa* — destina-se a chamar a atenção do leitor para certos livros maravilhosos sobre mesmerismo, em estreita relação com “aulas de magnetismo” profissionais a 3 e 1 guinéu o curso. O dito significado oculto é simplesmente “trazer recrutas” para o redil da feliz trimurti magneto-cabalística; aquela tríade, queremos dizer, bem conhecida dos teosofistas em Londres, que sob três nomes diferentes representa na realidade apenas dois, se não um, e deveria ostentar em todo caso o nome do “Hierofante”, embora navegue sob um nome composto triplo que já não é mais seu. Lamentamos dizer, mesmo tanto, de pessoas com as quais não estamos minimamente preocupados. Mas pensamos sinceramente ser uma bondade para com o Sr. W——, o “Hierofante”, [que] conforme nos dizem, é um homem de senso e erudição, [informá-lo] de que seu pupilo o está seriamente comprometendo. Que ele use então seus poderes ocultos para incutir em seu discípulo demasiado indiscreto — (a) que quem vive em casa de vidro jamais deve atirar pedras na de seu vizinho; e (b) que ele não deveria exibir sua ignorância de maneira tão flagrante, falando das doutrinas de Gautama Buda como se soubesse, ou pudesse saber algo de SUAS doutrinas esotéricas! Ouçam-no tagarelando sobre Śākya-Muni, e dogmatizando a torto e a direito no seguinte tom: “Tudo o que os críticos sapientes e fazedores de livros não compreendem, eles rotulam com um nome falso e pensam que com isso o explicaram.” Exatamente a posição do Sr. J. Kohn, que pretende explicar tudo o que desconhece por completo. “Se os livros de Fílon e João são produções de Neoplatônicos, então os ensinamentos de Gautama Buda, que contêm a mesma doutrina, apenas em outras palavras, também devem ser Neoplatonismo.” (“O Adeptado de Jesus Cristo.”)

Tão incomensuravelmente arrogante e vaidoso de seu suposto saber é o Sr. J. Kohn que ele realmente insinua no trecho acima seu completo conhecimento do significado secreto das doutrinas ensinadas por Gautama Buda! Aconselhamo-lo a limitar suas revelações à Cabala judaica, pois sua compreensão superficial dela pode ainda lançar, com alguma aparência de razão, um fascínio aos olhos do leitor demasiado confiante, inocente de qualquer grande proficiência no saber cabalístico. Mas terá ele a desfaçatez adicional de sustentar ou mesmo de insinuar que compreende melhor a doutrina budista “Rahat” do que os mais eruditos sacerdotes budistas, dos quais temos tamanho número entre os Membros da Sociedade Teosófica no Ceilão, Birmânia e Tibete? Não nos surpreenderíamos. O demasiado cabalístico “J. K.” encerra o artigo em análise com as seguintes palavras de sabedoria:

Os erros aqui expostos aparecem nos manuais dos Teosofistas. Se eu disse coisas duras sobre a Sociedade Teosófica, refiro-me à Sociedade excluindo os membros ocidentais que, creio, são todos indivíduos INTELIGENTES e AMÁVEIS; como tais eu os estimo, mas não como Teosofistas…

Quão oculto e pomposo, contudo quão transparentemente claro. Que o Sr. Julius Kohn abandone, porém, a doce ilusão de que ele, ou qualquer adepto de sua espécie, é capaz de dizer “coisas duras”, seja da Sociedade Teosófica, seja de seus membros. Ele tem ventilado um bom número de coisas “impertinentes”, mas isto proporciona mais hilaridade do que inflige dor àqueles que sabem quão longe ele merece o título autoimposto de “adeptado”. Por “a Sociedade, excluindo os membros ocidentais”, ele quer dizer a Sociedade Matriz, agora na Índia, naturalmente; e ele é gentil o bastante para crer que nossos “membros ocidentais… indivíduos inteligentes e amáveis” — (leia-se tolos entusiastas mas amáveis) — e assim encerra seu artigo denunciatório com outra inverdade. Pois sabemos também como seus “sonhos” e ocasionais “vislumbres das coisas” o levam a ver intuitivamente através das falácias de escritores como “um dos mais proeminentes Teosofistas britânicos, que permanecerá inominado”. E estamos também cientes do desprezo com que ele fala de muitos desses “indivíduos inteligentes e amáveis”. Se ele os adula em seu artigo, é porque esses indivíduos, vivendo em Londres e alguns deles recebendo-o em suas casas, ele tem senso suficiente para evitar irritá-los desnecessariamente. Ao mesmo tempo, os Teosofistas “orientais” estão longe, na Índia, e, como ele pensa, nada podem saber dele, tendo seus “sonhos espirituais” falhado em revelar-lhe que eles de fato sabiam algo — o “adeptado” do Sr. J. Kohn, como se verá, não excluindo nem a astúcia, nem tampouco um olho para os negócios.

Não obstante, devemos-lhe uma dívida de gratidão, por nos esclarecer quanto às várias cores das muitas várias espécies de magos. “O Mago Branco”, ele escreve, citando entusiasticamente a obra de uma “dotada Senhora magnetista” (a esposa legítima, dizem-nos, de seu “Hierofante-Iniciador”, embora jamais tenhamos ouvido falar de um Hierofante Mago praticante que fosse casado) — “o Mago Branco é uma forma elevada de Adeptado, e poucos há que o alcançam; menos ainda os que se tornam Magos Vermelhos. A diferença entre o primeiro e o último é que os sentidos e o mundo possuem certas tentações para o Mago Branco, que ele vê e sente embora as vença. Mas nada pode tentar o Mago Vermelho ao mal, assim como Deus não pode ser tentado. O Mago Branco passivo encontra-se na Religieuse” (? ! ! freiras?)… e “a Magia Negra é (em parte) a arte de aplicar a ciência do Magnetismo à obtenção de riquezas mundanas, e a influenciar pessoas para que obedeçam à sua Vontade, com resultados prejudiciais a elas mesmas. Esta parte da arte eu não ensino.”

Diríamos que não. Mesmo neste nosso século de ceticismo não seria muito seguro anunciar “aulas” para ministrar a Arte Negra. Contudo, embora modestamente ocultando do conhecimento de seus leitores sua própria tonalidade particular, sugerimos a hipótese de uma cor que poderia ser corretamente denominada — “camaleônica”. Suas lucubrações publicadas o justificam, e sua alegada abstinência de vinho* nos proíbe de aceitar a teoria oferecida por um de nossos Ocultistas franceses que, escrevendo sobre “J. K.”, diz dele — “Le magicien est gris” (O mago está cinza/embriagado), não podemos encontrar melhor nuance para ele do que a iridescência indefinida do camaleão, esse belo animal que reflete toda cor da qual se aproxima.

E agora, para encerrar. Os Teosofistas, “excluindo os membros ocidentais”, esperam que seu erudito crítico dirija doravante sua atenção exclusiva à grande revelação que ele dá ao mundo sobre o “Adeptado de Jesus Cristo” — o Mago Vermelho, e deixe os Teosofistas — ocidentais e orientais — estritamente em paz. Pois, embora a quantidade de disparates metafísicos incompreensíveis e afirmações bastante anti-históricas* contidas nele quase impeçam a possibilidade de algo como uma crítica elaborada sobre ele — contudo, eles poderiam encontrar uma palavra ou duas a dizer sobre as porções publicitárias do artigo místico. Tendo, como mencionado alhures, em sua poderosa fraseologia cabalística, enviado a “Igreja” cristã “ao Diabo” e os Teosofistas junto com ela, que o Sr. Julius Kohn descanse sobre seus louros, como convém a um Cabalista cristão — sendo esta última denominação aplicada a ele com base em suas próprias palavras. “Sempre que me perguntam”, ele escreve (Spiritualist, 9 de setembro), “se conheço um processo especial pelo qual adquirir poder mágico, minha resposta invariável é: ‘além da vida-de-Cristo nada há…'” — esta “vida-de-Cristo” particular, nota bene, a ser estudada segundo as interpretações dele, Sr. J. Kohn, jamais como ensinada pela “Igreja Oficial do Diabo” (sic), como ele elegantemente a denomina. Ficamos, contudo, contentes em saber pelo trecho acima que este promissor místico é um convertido a Cristo, pois essa notícia é capaz de salvar seu “adeptado de Jesus Cristo” de mais de uma crítica mordaz. Pois, vendo a produção com um olho completamente imparcial, quem deveria, ou poderia jamais saber mais sobre os “poderes mágicos” de Cristo do que o descendente direto daqueles que insultaram Jesus em Jerusalém dizendo: “Ele expulsa demônios pelo príncipe dos demônios?”

———————

* O discípulo de um Yogi.
* Tais anúncios, por exemplo, como este que encontramos inserido em seu artigo sobre “O Adeptado de Jesus Cristo”: “Os seguintes extratos da terceira edição da excelente e valiosíssima obra de Miss Chandos Leigh Hunt, Private Instructions on Organic Magnetism, darão uma descrição científica do Poder da Alma e dos meios para alcançá-lo:” — Segue a “descrição científica” na qual Jesus Cristo é honrado com o título de “Mago Vermelho”. Mais adiante, J. K. recomenda mais uma vez “a AQUISIÇÃO DA OBRA INESTIMÁVEL recém-citada, enquanto aqueles que são favorecidos pela localidade não devem deixar de OBTER INSTRUÇÃO PESSOAL.” Ora, a isso chamamos buscar “recrutas” com um zelo sem paralelo.
* Não basta a um “hierofante” ou “adepto” abster-se de vinho e licor; ele deve evitar conduzir outros à tentação, se lhe importa merecer o glorioso nome. Faríamos então a seguinte pergunta àqueles que, negando nossa Irmandade Oriental, aceitam como “hierofantes” e “adeptos” pessoas sem direito à denominação: que homem, familiarizado que fosse apenas com o A.B.C. das ciências Ocultas, ousaria sustentar que mesmo um simples aluno — para não falar de um adepto em Ocultismo — iria, enquanto buscava a ciência divina, ao mesmo tempo obter e manter uma patente para a invenção de um aparelho de destilação para a fabricação de um uísque melhorado!! Imagine um Paracelso ou Jacob Boehme moderno, proprietário de uma loja de bebidas e erguendo destilarias em Londres e na Irlanda! Em verdade, nossa época é uma ERA DE BRONZE.
* Por exemplo, quando ele escreve: “E, até o presente momento, os sacerdotes oficiais tomam vinho fermentado — que é um intoxicante impuro, e do qual Jesus se absteve por toda a Sua vida” — o que é isso senão uma afirmação arbitrária e tola, fundada em autoridade nenhuma que o autor pudesse apontar, exceto suas próprias lucubrações?

1881

[ESPIRITUALISMO E AS IGREJAS CRISTÃS]
[The Theosophist, Vol. III, No. 3, Dezembro de 1881, p. 55]

Magna est veritas et prevalebit. A realidade dos fenômenos prevaleceu, e a Igreja é agora forçada a buscar aliança com os Espiritualistas contra “o materialismo e a infidelidade”. Como os fiéis “céticos” cristãos receberão a notícia, e que efeito ela produzirá sobre os “zombadores de fenômenos espirituais” frequentadores de igreja, é uma questão que só o tempo pode responder.

Pela primeira vez, desde que as “pancadas” e “batidas” de um suposto mascate desencarnado, em Rochester, em 1848, inauguraram a era do Espiritualismo, que gradualmente levou o povo a aceitar a hipótese de espíritos descarnados comunicando-se com o mundo dos vivos, os clérigos tornaram-se alertas ao perigo de dogmatizar com demasiada força. Pela primeira vez, como o leitor pode ver no longo relato do Congresso que reimprimimos mais adiante, os clérigos parecem prontos para qualquer concessão — mesmo a de abandonar seu dogma até então imóvel e estimado dos tormentos eternos e da danação. E agora eles buscam transigir. Enquanto o Dr. Thomas, o ministro wesleyano de mente liberal na América, é levado a julgamento perante uma Conferência da Igreja Metodista Episcopal (como tantos outros clérigos têm sido ultimamente antes dele), pela mesma heresia de negar os tormentos sem fim no fogo do inferno, os clérigos ingleses estão seriamente discutindo a conveniência de abandonar a doutrina. Eles estão prontos, dizem, para “reconhecer com gratidão as verdades do ensinamento Espiritualista, como armas que nós (eles) estamos muito contentes em empunhar contra o Positivismo, o Secularismo e todos os ‘ismos’ anticristãos desta era de pensamento sem Deus.” (Discurso do Revdo. R. Thornton.) Mirabile dictu! — o reverendo cavalheiro chegou ao ponto de dizer: “Tomemos a peito as sugestões dadas (pelos Espiritualistas) quanto às nossas próprias deficiências”!!

Os extratos dos relatórios do Congresso que aqui republicamos do Light darão ao leitor uma ideia melhor da posição do clero protestante na Inglaterra. É evidentemente muito precária. Os clérigos parecem encontrar-se muito desconfortavelmente situados entre os chifres de um dilema. Como eles sairão disso é um problema; se muitos Espiritualistas provavelmente sucumbirão à inesperada coqueteria da Igreja da qual se separaram é outro — e de solução ainda mais difícil. Se, en désespoir de cause, os reverendos finalmente aceitarem a teoria dos espíritos — e não vemos como a reconciliação poderia ser efetuada de outro modo — então, agindo segundo a regra: “todo espírito que não confessa que Jesus Cristo veio em carne não é de Deus” — eles terão que, com exceção de um punhado de “espíritos” atuando através de um punhado de chamados “Espiritualistas Cristãos”, ou antes, de seus médiuns que aceitam Jesus Cristo — pronunciar a enorme maioria dos “anjos” que não o fazem como — “do Diabo”. Então, terão que enfrentar uma dificuldade ainda maior. Mesmo os Espiritualistas Cristãos têm suas próprias visões peculiares sobre Cristo, as quais, segundo os cânones da Igreja estabelecida, são “heréticas”, mas que, duvidamos, os Espiritualistas jamais abandonarão. E então, o que dizer de — “Ainda que um anjo do Céu nos pregue outro Evangelho diferente daquele que nos foi pregado, seja anátema”? Bem, o tempo mostrará, e o tempo é o único e melhor inspirador de esquemas e artifícios sábios. Enquanto isso, os Espiritualistas — e até agora os Teosofistas com eles — ganharam a causa, pois a realidade dos fenômenos foi admitida no Congresso da Igreja; e temos tão boas esperanças de que, aconteça o que acontecer, não serão os Espiritualistas nem os Teosofistas os conquistados no longo prazo. Pois, divididos como possamos estar em nossas crenças conflitantes quanto ao agente dos fenômenos, estamos unidos no que diz respeito à realidade das manifestações, à mediunidade em todos os seus vários aspectos*, e às fases mais elevadas do Espiritualismo, tais como inspiração pessoal, clarividência, etc., e mesmo o intercâmbio subjetivo entre os vivos e as almas e espíritos desencarnados sob condições plenamente definidas na Parte I dos “Fragmentos da Verdade Oculta”. Em todo caso, há um abismo muito menor entre os Espiritualistas e os Teosofistas do que entre o clero protestante e o católico romano, não obstante seu cristianismo comum. A casa deles é uma e, dividida contra si mesma, deve finalmente cair; enquanto nossas casas são duas. E se formos sábios e, em vez de brigar, apoiarmo-nos mutuamente, ambas serão encontradas construídas sobre rocha, sendo a fundação a mesma embora a arquitetura seja diferente.

* Jamais negamos a mediunidade, apenas apontamos seus grandes perigos e questionamos a conveniência de ceder a ela e ao controle de forças ainda (para os Espiritualistas) desconhecidas.

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1881

THE BANNER OF LIGHT
[The Theosophist, Vol. III, No. 3, Dezembro de 1881, pp. 55-56]

Vemos que nosso velho amigo, o Banner of Light de Boston, o principal jornal espiritualista da América, inicia seu quinquagésimo Volume ampliando seu tamanho com quatro páginas adicionais. Desejamos cordialmente ao veterano órgão o sucesso que tão bem merece. Por mais de um quarto de século, ele permaneceu um firme defensor de suas cores. Possui qualidades que muitos de nós bem poderíamos invejar. O espírito que exibe uniformemente é o de tolerância, caridade e verdadeiro sentimento fraterno para com todos os homens. Sempre teve em sua equipe os mais excelentes e eruditos escritores. Evita energicamente polêmicas acrimoniosas e disputas, e parece ter tacitamente adotado o nobre lema: “Melhor dar ao acusado o benefício da dúvida e até perdoar dez culpados do que acusar injustamente um inocente.” Podemos divergir, e divergimos, dele em nossas visões e opiniões; não obstante, o respeitamos e admiramos muito sinceramente. Todas as honras ao nosso estimado velho amigo, Sr. L. Colby, e que seu Banner prospere e tremule por muitos e longos anos vindouros — é o voto cordial do Theosophist e de seu Editor.
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1881

NOTA DE RODAPÉ A “O CONGRESSO DA IGREJA E O ESPIRITUALISMO”
[The Theosophist, Vol. III, No. 3, Dezembro de 1881, p. 59]

[Em um relato de certos fenômenos espiritualistas, ocorre a seguinte passagem: “O Espírito aproximou-se dele e declarou muito enfaticamente que era seu irmão. Muito felizmente, ele não perdera um irmão. Em prosseguimento de um pequeno ardil que havia tramado, ele esguichou sobre o Espírito um pouco de cochonilha líquida… Ao final da sessão, descobriram que o médium estava coberto de cochonilha líquida. Isto provou que o Espírito e o médium eram uma e a mesma pessoa.” H. P. B. diz:]

Isto não prova absolutamente nada do tipo; mas simplesmente que a “alma animal” ou o Kama-rupa, o homem interior vivo do médium, tem mais a ver com as “materializações” do que os espíritos dos homens “mortos”.

Tradução progressiva dos Escritos Compilados de Helena P. Blavatsky | Volume 3 de 15


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