“Veja”, continuou ele, “nós só temos duas alternativas; ou tomamos tudo como certo e real, ou não. Se seguirmos a primeira, acabamos entediados até a morte com nós mesmos e com o mundo.
Se seguirmos a segunda e apagarmos a história pessoal, criamos uma névoa ao nosso redor, um estado muito empolgante e misterioso no qual ninguém sabe de onde o coelho vai saltar, nem mesmo nós mesmos.” Contestei que apagar a história pessoal só aumentaria nossa sensação de insegurança.
“Quando nada é certo, permanecemos alertas, perpetuamente na ponta dos pés”, disse ele.
“É mais emocionante não saber atrás de qual arbusto o coelho está escondido do que nos comportarmos como se soubéssemos de tudo.” Ele não disse mais nenhuma palavra por um longo tempo; talvez uma hora tenha se passado em completo silêncio.
Se seguirmos a segunda e apagarmos a história pessoal, criamos uma névoa ao nosso redor, um estado muito empolgante e misterioso. Quando nada é certo, permanecemos alertas, perpetuamente na ponta dos pés. É mais emocionante não saber atrás de qual arbusto o coelho está escondido do que nos comportarmos como se soubéssemos de tudo.
— Viagem a Ixtlan — Carlos Castaneda
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