Inscreva-se no Grupo de Estudos no WhatsApp Conteúdos diários sobre filosofia, espiritualidade e autoconhecimento

PARTE DO CASTIGO DO NOSSO AMIGO — (Veja Nossa Resposta a “Aletheia.”)

📚 Escritos Compilados de Helena Petrovna Blavatsky

PARTE DO CASTIGO DO NOSSO AMIGO — (Veja Nossa Resposta a “Aletheia.”)

Volume: 4/15 | Páginas originais: 110-111

Fonte: Blavatsky, H.P. Collected Writings, Volume IV, Theosophical Publishing House

Pense, agora, se o Abençoado Buda, atacado, enquanto passava, com um punhado de terra por algum travesso menininho chafurdando numa sarjeta, tivesse se virado e amaldiçoado, ou chutado o miserável diabinho, onde estaria a religião do Amor e da Paz? Com tal demonstração de seus preceitos diante deles, Buda poderia ter pregado, não por uma, mas por setenta vezes sete vidas, e o mundo teria permanecido impassível.

Mas este é o tipo de demonstração dos preceitos de Buda que os Fundadores de nossa Sociedade persistem em dar ao mundo. Que qualquer pobre criatura, ignorante das verdades superiores, cega à luz mais brilhante, abuse ou insulte, não, até mesmo encontre defeitos neles — e eis que, em lugar de piedade amorosa, em vez de retribuir o mal com o bem, eles imediatamente se enfurecem e se enraivecem, e arremessam de volta imprecações e anátemas, que mesmo a maioria dos cavalheiros educados, por mais mundanos, por mais ignorantes das verdades espirituais, hesitaria em empregar.

Que a mensagem da Teosofia é divina, ninguém percebe mais plenamente do que eu mesma, mas esta mensagem poderia muito bem ter permanecido não dita, se aqueles que a portam desconsideram de tal modo seu propósito a ponto de convencer o mundo de que não têm fé nela.

Não é por palavras, por sermões ou palestras, que a verdadeira convicção há de ser levada aos corações de nossos irmãos ao nosso redor, mas por ações e vidas em harmonia com nossos preceitos. Se eu, ou outros humildes discípulos, tropeçamos às vezes, a causa pode, não obstante, prosperar, mas se a Sociedade, que deveria navegar sob a bandeira nevada da Cruz Vermelha daqueles que socorrem as vítimas do combate, há de, à menor provocação, içar no mastro (e é isso que The Theosophist é para nós) a Bandeira Negra com brasão sanguíneo, a Opinião Pública irá, e com razão, nos afundar com uma única salva lateral sem mais negociações.

Incluo meu cartão e permaneço

Atenciosamente,

ALETHEIA.

27 de abril de 1882.

Tradução progressiva dos Escritos Compilados de Helena P. Blavatsky | Volume 4 de 15

📖 Acesse a Tradução Completa

Deixe um comentário



Inscreva-se no Grupo de Estudos no WhatsApp Conteúdos diários sobre filosofia, espiritualidade e autoconhecimento